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Cultura de marca: por que você deve criar e como fazer isso

Cultura de marca é a identidade expressa da sua marca, que vai influenciar a forma como as coisas são feitas no seu negócio. Ou seja, é um processo cheio de intenção, que vem de dentro para fora e não o contrário.


A origem da palavra cultura, que vem do latim culturae, significa ação de tratar, cultivar.





Esse cultivo, naturalmente, vem das plantas e do desenvolvimento das atividades agrícolas, mas também se expande ao cultivo dos pensamentos e conhecimentos na mente.


Não existe apenas uma cultura, existe uma diversidade ampla e gigante de culturas, de modos de cultivar e coisas diferentes que são cultivadas.


Quando aplicamos isso a negócios, estamos falando sobre comportamentos, sobre posicionamentos, que acontecem o tempo todo no desenvolvimento de um trabalho, seja ele de qual área for.


Da mesma forma como você cultiva um jardim, criando a ambientação perfeita para que as plantas se desenvolvam, fornecendo a nutrição necessária para que elas possam crescer e respeitando o tempo de amadurecimento, você também faz isso com o seu negócio.



A cultura de marca é intencional, ou é só uma resposta à imposição externa


Se você não cria uma cultura intencional no seu negócio, o que vai acontecer é uma repetição de problemas que você poderia evitar, além de limitar muitas possibilidades. Como?


Um exemplo: toda vez que um cliente vem te pedir um orçamento, você envia, com insegurança, e se essa pessoa te pedir um desconto, você vai dar.


Provavelmente, além do desconto, você calculou seu preço de forma errada e está saindo no prejuízo ou até mesmo pagando para trabalhar, mas ainda se sente no dever de satisfazer qualquer pedido desses clientes, mesmo que o preço já esteja lá embaixo.


Digamos que você se cansou disso e agora pretende criar e cultivar uma cultura de valorização no seu negócio.





Você vai começar a se posicionar de forma diferente em todos os lugares.

Vai ter uma preocupação maior sobre a entrega que você está fazendo, o preço realmente justo sobre isso, a comunicação firme e respeitosa com o cliente, os horários de trabalho, o teor dos conteúdos que você publica, a estrutura digital e física do seu trabalho…


Tudo isso acaba sendo resultado desse novo valor que você incorporou, por intenção própria, na cultura do seu negócio.


Então, quando você intencionalmente cria uma cultura permeada de valores que você considera serem os justos, os corretos, você também direciona os resultados para esse caminho. E não estou falando só de resultados financeiros não, viu? Sociais, relacionais, pessoais, ambientais, tudo isso conta junto também.


Não tem como você criar uma cultura de marca “sem querer”, só deixando a coisa desenrolar sem criar contornos e definições. Nesse caso, seu negócio não tem uma cultura própria e está sempre refém da cultura imposta pelo que vem de fora.


"Cultura são os valores, os princípios e as práticas subjacentes ao tecido social de um negócio, que permeia a atmosfera de um negócio e conecta as partes interessadas entre si e com o objetivo, as pessoas e os sistemas que compõem a empresa" - Carolyn Tate, no livro Marketing Consciente


Mas como criar cultura de marca na prática?


Na palestrinha é bonito de ver, né? Na prática entram os desafios.


Seguindo ainda na linha do exemplo anterior, eu sei que é uma situação muito comum para quem empreende com boas intenções, para conseguir valorizar o seu trabalho de fato, você precisa assumir um certo posicionamento.


Se colocar nas suas palavras, sem ser agressivo, pede um conhecimento de um mix de áreas diferentes...


  • Inteligência emocional: entender como você se sente quando recebe um pedido de desconto e aprender a gerenciar esses sentimentos. Tem um texto aqui onde falo sobre escutar o corpo para se comunicar melhor e tem a ver com isso também.

  • Inteligência social: compreender o que o outro está vivendo e precisando, a partir de uma escuta empática, para entender o contexto do pedido

  • Comunicação não-violenta: expressar claramente a sua posição, deixando espaço para que o outro também possa expressar, sem ataques ou ofensas pessoais (o não-dito também conta!)

  • Síntese: habilidade de sintetizar o que você quer dizer, resumir em poucas palavras para dar mais ênfase no que você quer que a outra pessoa compreenda





Algo que precisa de cultivo, pede um guardião


Ter uma cultura de marca ativa constantemente também pede que você assuma um papel de liderança.


Existe uma coisa, além da sua própria vida, que você lidera: o seu negócio.


Não existe ninguém que saiba mais do que o seu próprio negócio do que você mesmo, ou pelo menos não deveria existir.


Liderança não é aquela coisa de autoridade suprema ou arrogância, mas sim direcionamento de para onde e como você está conduzindo as coisas. Com essa consciência, você consegue ter muito mais firmeza nessas situações que pedem que você esteja confiante, seguro, sólido.


Você pode se entender líder como sendo um guardião. Você guarda, defende, constrói e mantém as estruturas e valores que formam essa cultura, dia a dia, em qualquer lugar.


Tem uma live maravilhosa onde falamos sobre liderança consciente, no projeto Pra Começo de Conversa. Você pode assistir clicando aqui, já aproveita e se inscreve no canal.


“Se suas ações inspiram outras pessoas a sonhar mais, aprender mais, fazer mais e se tornar mais, então você é um líder” - John Quincy Adams


Que valores que não podem ser negociados dentro da sua cultura de marca?


Para criar uma cultura de marca, você também vai precisar ter consciência de quais são os valores que você quer que o seu negócio tenha.


Por exemplo, alguns dos valores que eu cultivo aqui na Direção são a transparência, colaboração, horizontalidade, diálogo, diversidade, arte, profundidade, coerência e ética.


São pilares que sustentam qualquer coisa que eu for fazer e também são um farol para que eu consiga dizer não pra qualquer coisa que esteja indo ao contrário desse caminho. São coisas que eu não abro mão.


São valores que vem, primeiramente, da minha visão de mundo junto com a visão de mundo do Nicholas, que também é co-fundador da Direção. A gente, a partir de muitas e muitas conversas, fomos chegando a essas conclusões. Então, não é algo imediato, instantâneo só o miojo mesmo.


Você vai precisar refletir e buscar, enquanto se movimenta e faz o que tem que ser feito, observar como as coisas se desenrolam, perceber as falhas e por que elas acontecem, perceber as coisas positivas e, de novo, por que elas acontecem. É um mapeamento que vem de dentro para fora - da visão e vivência do líder para todos os cantinhos do seu negócio.


"Líderes impulsionam a cultura, que impulsiona o comportamento, que gera resultados" - Carolyn Tate


Todo mundo percebe e sente a cultura de uma marca, quando ela é bem definida.


E, pra fechar, vale a pena dizer que essa cultura não é só uma coisa que você vai perceber e vivenciar no seu negócio.


Os clientes, os seguidores e as pessoas que têm todo tipo de contato com a sua marca também vão perceber. Essa cultura é o que vai sustentar os diferenciais da sua marca em relação a outras que são da mesma área, por exemplo. É uma das coisas que fazem os clientes confiarem, voltarem e permanecerem confiando no seu trabalho.



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E aí, esse conteúdo fez sentido pra você?

Você já consegue perceber alguns valores que fazem parte da cultura que você está criando?


Referências que embasaram a construção desse conteúdo:

  • Conscious Marketing, livro escrito por Carolyn Tate

  • Reinventando as organizações, livro escrito por Frederic Laloux

  • Marketing 4.0, livro escrito por Philip Kotler



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Gracias por chegar até o final!

Com amor,

Késsile Tanski.


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Quem escreveu esse artigo?

Késsile Tanski, co-fundadora da Direção, comunicadora, empreendedora, criadora de conteúdo, mãe e entusiasta do slowliving :) Buscando a consciência em todas as áreas da vida.

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