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Escute o corpo para se comunicar melhor

Atualizado: 29 de jul.

E se antes de tomar alguma decisão nos negócios, a gente observar como o nosso corpo se apresenta? Faça o teste e me diga os resultados: escute o corpo para se comunicar melhor.


Quando o corpo está tenso, o resultado, na maioria das vezes, é uma decisão rígida, formal ou burocrática.


Quando o corpo está fluido, quando é leve respirar, a decisão é mais consciente —  estamos conscientes desde dentro.



Como a consciência corporal afeta a comunicação?


Para gravar um vídeo ou para falar pra um público de 500 pessoas, respirar sempre ajuda a centrar a atenção, já diz toda a filosofia do mindfulness e meditação. Explico essa relação da consciência corporal na facilidade em gravar conteúdos em vídeo aqui:



As ideias ficam mais evidentes, mais objetivas, voltamos ao centro, focalizamos a atenção no que importa. É quando o essencialismo também bate à porta e convida um ritmo mais slow para entrar.


Caso você se interesse pelo movimento slow, indico muito a leitura do livro In Praise of Slow, do Carl Honoré.

Um corpo que recebe escuta, propaga uma comunicação mais assertiva


Quando falamos de comunicação não-verbal, por exemplo, falamos de gestos, posturas corporais e estruturação da linguagem do corpo. Sem voz, sem dialeto, o corpo fala através dos movimentos.



mulher branca com os braços para cima (Sem aparecer a cabeça) de forma delicada fazendo um movimento de dança, unhas pintadas de preto e parede ao fundo branca

Consciência corporal também é revolução.


A consciência sobre o próprio corpo é, de longe, a maior revolução possível no universo micro, que acaba se expandindo pro universo macro quando utilizamos o conhecimento que adquirimos com a consciência corporal na extensão da nossa comunicação.


Eu me comunico com o meu próprio corpo o tempo todo, por vezes de forma consciente e outras nem tanto, assim como você e qualquer outra pessoa. 


Alinhando minha atenção com o corpo, consigo perceber se estou me sentindo à vontade ou se estou desconfortável e a partir dessa percepção inicial, modelo e modifico minha ação para chegar ao objetivo que espero, que, no meu caso, é uma comunicação mais pontual, essencialista e afetiva. Porém, para expressar o afeto, preciso sentir ele em mim.


Através dessa visão integral e a perspectiva de que todas as coisas se conectam e se interinfluenciam, temos o entendimento de que podemos melhorar a comunicação quando melhoramos a conexão que temos com o nosso próprio corpo, ou seja, quando começamos a ouvir os sinais que ele nos traz.


É claro que somente ouvir os sinais do corpo não é suficiente para criar uma comunicação que seja, de fato, consciente. 


Mesmo com todos os olhares afinados sobre ela, terão aspectos que passarão despercebidos e manifestam alguma inconsciência, seja por ignorância — o fato do não-saber — ou por imprecisão.


O primeiro passo é a percepção, a escuta.


Ouço os sinais que o corpo me apresenta. Como meu corpo se sente? O que ele me conta?


Mas vou além disso, tomo uma atitude a respeito.


mulher negra com turbante enfeitado com pedrinhas brancas, pretas e transparentes e estampa laranja e preto na cabeça, com óculos de moldura transparente e uma expressão serena no rosto



Portanto, o segundo passo precisa ser a ação.


A ação consciente precede a comunicação consciente.


Então se vou responder alguém sobre algo importante no meu negócio, antes de fazer isso, coloco minha percepção no jogo:

– Estou confortável aqui? – Estou com todas as minhas necessidades atendidas? (Fome, sede, bexiga vazia…) – Estou calma ou ansiosa? O que me agita? O que pode me acalmar?


Se questionando por esses caminhos, teremos uma ação mais consciente e, com isso, uma comunicação mais atenta, amorosa, eficiente e qualificada. O que também nos auxilia na gestão e organização do nosso tempo.


O corpo sabe o que faz, o que pede que a gente faça, mas às vezes não queremos escutar porque nossa mente inquieta quer fazer as coisas em um ritmo rápido demais, mais rápido do que o organismo consegue, muitas vezes, processar.


Porém, vai da nossa capacidade sistêmica de entender que a mente também faz parte do corpo e faz parte desse sistema complexo que ele simboliza. A mente não está desconectada do resto, a questão é que quanto mais estimulamos a mente, mais ela se movimenta e busca atuar através de nós.


Não devemos esquecer das outras partes do corpo, porque em equilíbrio, tudo funciona melhor. 


A Teoria Integral, do Ken Wilber, fala sobre a composição humana e suas variações (tudo o que nasce a partir do ser humano, suas criações e invenções) baseada na integração de todos os aspectos, sem isolar o criativo do analítico ou o espiritual do prático. Vale a leitura pra quem quer se aprofundar um pouco mais 🙂



Movimente o corpo, sério.


Quando movimentamos o corpo, por exemplo, mantemos a mente mais serena para poder realizar tarefas mais objetivas e ganhamos foco.


Quando respiramos fundo até que a respiração naturalize e não seja uma ação “forçada” intencionalmente, oxigenamos melhor esse mesmo corpo que vai pensar com mais facilidade e agilidade, que vai tomar decisões mais inteligentes.


Tudo é conectado, lembra disso. Teu corpo agradece, para além dele, tuas conexões humanas também e, com resultado, teu próprio empreendimento.


Esse conteúdo fez sentido pra você? Vem bater um papo comigo sobre isso, aqui ou no instagram e aproveita pra compartilhar com alguém que você sabe que precisa ler isso.


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Quem escreveu esse artigo?

Késsile Tanski, sócia fundadora da Direção, comunicadora, empreendedora, criadora de conteúdo, mãe de dois e entusiasta do slowliving :) Buscando a consciência em todas as áreas da vida.

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