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Desistir ou continuar? Reflexões sobre o empreendedorismo.

Atualizado: 9 de jun. de 2023

Se você vive uma frustração de nunca conseguir alcançar os objetivos, aquela sensação de não sair do lugar, de fazer muito e ver pouco retorno a ponto de pensar em desistir de empreender, vou te convidar a uma conversa.


O seu problema pode ser uma confusão em relação ao modelo de negócio que você tem, talvez você precise redefinir a rota desde dentro. Calma, vamos tentar racionalizar, porque qualquer decisão que se tome tem que ser feita com os pés no chão, ok?


É comum começar a empreender sem um plano de negócios definido, mas é muito melhor começar com isso pronto - esse é o melhor jeito de facilitar as coisas, confia. Quando empreendemos sem essa base, estamos sempre frágeis e expostos aos movimentos do mercado, sem qualquer tipo de antecipação. E dá pra fazer depois que você começou, viu? Não deixe de fazer.


Para futuros mais equilibrados, precisamos de presentes mais conscientes, planejados e perceptivos.


Késsile é uma mulher parda e está sentada sorrindo e olhando para frente, com brincos redondos dourados e blusão vinho. A parede ao fundo está cheia de post its e tem livros e arte manual em uma prateleira.

Vamos conversar sobre as decisões, reflexões e primeiros passos quando um negócio está começando.


Quando desistir de uma ideia, projeto ou marca pode ser necessário?


Você abriria mão de uma ideia que não funciona para criar algo que realmente pode prosperar, que seja inovador e diferenciado?


Você abriria mão de uma marca que você construiu para agregar e cocriar com a marca de outra pessoa para criar algo maior do que simplesmente você?


São reflexões importantes que doem, mas se faz necessário. Imagina que você decide entrar em uma sociedade com alguém ou se juntar a outras pessoas para fazer um projeto, mas as coisas começam sem clareza e vai virando uma bola de neve?


Fazer essas perguntas pra si mesma no início vai te preparar para situações futuras. Freud já falou algo sobre isso, né? Pensamento precede a ação.


A palavra DESISTIR é muito mal interpretada.


Eu já desisti de inúmeras ideias, projetos, marcas e até mesmo pensamentos. A vida muda e a nossa orientação profissional também se transforma. Desistir é normal e saudável em muitas situações. Pensa num cliente tóxico - esse é um caso em que desistir vale a pena.


Dá pra desistir com organização, pra você não ficar na pindaíba 🫠 Pense no plano B, plano C e todas as opções possíveis que poderiam ser tão boas quanto o que você faz hoje. Assim você desenha um caminho mais centrado e planejado.


mulher asiática com cabelo liso segurando um buquê de flores variadas na frente do busto, com um lençol claro atrás.
Pensar racionalmente sobre a sua marca é necessário.

Quando pensamos: eu não vou desistir jamais, isso pode ser um grande engano. Existem coisas que simplesmente precisam da desistência, para que novas coisas possam acontecer.


Eu não tô falando nada disso da boca pra fora, eu passei pelo momento da desistência. Abri mão de uma marca que criei com muito amor, carinho e envolvimento, onde coloquei minha alma e dediquei muitos anos, tive um retorno precioso, mas chegou a um ponto que já não fazia mais sentido continuar daquela forma. A vida às vezes exige uma mudança.



 

Ter desistido dessa ideia me fez olhar com outros olhos para a seguinte questão:

Como eu posso agregar no mundo com o que eu sei fazer? E se não sei, como posso aprender?
 


Dependendo da situação, uma ideia pode parecer ótima e ter intenções maravilhosas por trás, mas não é funcional. E, sendo bem sincera com você, um negócio não se faz apenas de boas intenções. Por isso…



No empreendedorismo, uma ideia não funciona quando:


– Não resolve as necessidades de um público e por isso, não faz sentido pra ele;

– Não consegue se sustentar financeiramente sozinha, tá “no vermelho” há muito tempo sem perspectiva de evoluir;

- Não consegue desenvolver a empresa e avançar no empreendedorismo.



ponte dourada sendo sustentada por escultura gigante de mão de concreto/rocha. fundo do céu azul


É só uma busca pessoal


Existe também a situação da pessoa que tem uma busca pessoal muito forte, uma necessidade pessoal mesmo, e começa a desenvolver isso através de uma marca ou um projeto.


É o caso de vários @s no instagram ou contas no youtube sobre reforma do apartamento, projetos de pintura, iniciativas ecológicas, etc. A intenção inicial NÃO é lucrar, apenas se desenvolver ou ter um hobbie. Lembrando que lucro não é negativo, no caso de empresas, é necessário.


No fim das contas, o objetivo é desenvolver aquilo pessoalmente e não profissionalmente. Dessa forma, a abordagem é bem diferente.


E mais: nem tudo precisa virar trabalho, sabe. Tem coisas que a gente faz só porque nos faz bem e é isso, ponto.


Mas se você quer mesmo ter um negócio funcional, além dos propósitos, precisa fazer sentido pro mundo, para as pessoas que vão consumir dele.



Negócios conscientes com estratégia: o que funciona?


Vejo e admiro muitos negócios inteligentes que surgem a partir da necessidade de um público e não ao contrário. Exemplos independentes e possíveis? Temos!


A Izadora Barros, criadora da Commu, empresa de gestão de comunidades, começou a empresa porque percebeu uma necessidade real de conexão entre as pessoas. Espaços seguros para que todos pudessem trocar experiências, conversas, indicações e construir uma comunidade transformadora (online ou offline).


Ou então a Studio Imã, marca que desenvolve jóias feitas de materiais reutilizados como cacos de azulejos e vidros. É um trabalho tão delicado, que gera impacto positivo tátil, mas também constrói novas narrativas sobre o que é belo, que adornos usamos no nosso corpo e que valores eles carregam.


Como você pode usar o teu conhecimento para curar um problema do mundo e não criar mais uma necessidade de consumo?

tábua de cortar de madeira com vários alimentos em cima e uma faca: abacate, ovos, cogumelos, cebolinha, folhas de tempero e pimentas.

São estilos de iniciativas que podem ser feitas em qualquer lugar com foco de solução local e que, com uma boa comunicação e estratégia, dão muito certo.


Mas para isso é preciso pensar um pouco além e sair dos limites, pensar em possibilidades que vão além do ~ fazer produtos e vender o que você faz ~

Ambas marcas que eu citei não são feitas de uma pessoa só – é uma equipe e assim precisa ser, para dar conta da demanda.


Existe um poder que prospera e se potencializa com a força do coletivo e essa é uma habilidade que ainda precisamos, enquanto sociedade e gestores de marcas, desenvolver muito mais.


A união é a força: seres humanos em busca de transformação, uni-vos :)


Tem muitos negócios que podem ser bem mais potentes e férteis se unissem as forças e não trabalhassem de forma competitiva ou tentando criar sozinho o tempo todo.


Com mais pessoas unidas por uma mesma causa, seja ela qual for, a causa se fortalece. São mais mentes pensantes, pessoas com habilidades diferentes que conseguem juntas criar algo único.


Equipes híbridas e alinhadas


É claro que, ao montar ou fazer parte uma equipe, é sempre bom lembrar de coisas essenciais para um bom relacionamento: respeito e colaboração mútuas, todo mundo precisa estar a fim de fazer parte e agregar na construção do novo.


Também é interessante que todas as pessoas vistam a camiseta e a causa da marca raiz, para que realmente consigam levar adiante juntos e não se torne uma competição interna nas decisões diárias - isso não significa que todos precisam pensar iguais ou repetir os mesmos movimentos. Pessoas diversas fazem uma equipe mais resiliente e interessante.



em manifestação pública, uma mão levanta em direção ao céu uma placa dizendo: equidade da diversidade.


Diversidade é uma das premissas básicas da natureza.







Um ecossistema diversificado sempre cria coisas melhores e mais duradouras, consegue contemplar melhor as diferentes necessidades que vem a surgir.


Por isso, quando for entrar em uma situação assim, de compartilhar marca, de agir no coletivo, lembre disso: diversidade.


Contrate pessoas pretas, trans, mães, PcD, LGBTQIAP+ e pessoas “fora do padrão” em geral, porque o olhar de quem vive numa realidade diferente da sua vai ser muito benéfico para a marca, além de incentivar uma equidade social e um crescimento pra todo mundo junto.


Não podemos esquecer sobre os pagamentos. Valorize o trabalho das pessoas que andam com você, pague o preço justo, todos os trabalhos são importantes, como numa colmeia de abelhas.


Pensa nisso, pode funcionar pra você.


Como você pode criar algo mais potente, que atende às necessidades de um grupo de pessoas, que faz sentido no mundo e que, dependendo, pode se unir a outras mentes criativas?


Continue criando.




 

Quem escreveu esse artigo?


Késsile Tanski, sócia-fundadora da Direção, comunicadora e designer de marcas, criadora de conteúdo, mãe e praticante de slowliving - essa mistura toda :) Buscando a consciência em todos os cantinhos da vida.



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