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Como calcular o seu pró-labore de forma simples

Atualizado: 29 de jul.

Você tá gastando todo o dinheiro que entra e não sabe direito o que fazer pra dar uma estrutura pra isso? Vem cá que eu vou te mostrar um jeito simples de começar a definir e calcular o seu pró-labore.


Pró-labore é o seu salário de empreendedor.


Você é funcionária/o da sua empresa, então você precisa receber um dim dim pelo trabalho que faz, certo?


Sem regras absolutas, mas é assim que eu faço aqui e é o que vejo muitas pessoas coerentes fazerem também. Adapte pra sua realidade :)



pró-labore como fazer



1) Quais são os seus custos?


Você precisa saber quanto custa todo mês ter a vida que você tem hoje.

Aluguel, luz, água, internet, alimento, transporte, mimos e bugigangas.


2) Separe as contas


Tendo uma conta só pra empresa (você precisa ter um CNPJ e abrir gratuitamente em qualquer banco, inclusive digitais em minutos), você vai ver todo o dinheiro que entra lá e pode se pagar tudo de uma vez só ou parcelado, se o dinheiro cai pingadinho - o que é super normal quando você empreende.


3) Acompanhe os fluxos


Anote tudo isso de preferência em uma planilha. Eu gosto de 1x por semana sentar na frente do Excel pra anotar entradas e saídas e ver quando entra e quando vou pagar as contas.


4) Se pague


Se você puder fazer o pagamento sempre em um dia específico e tudo de uma vez, você é top. É bom porque vira rotina e com o tempo você não precisa pensar muito pra fazer.


Mas se o dinheiro entra em parcelas, porque você faz vendas durante o mês inteiro e não uma única vez, é legal você dividir o seu pagamento também.


O valor do pró-labore vai ser o quanto você precisa pra viver.


Um dica: até ter uma boa estabilidade financeira no seu negócio, mantenha seu estilo de vida básico. Sem grandes gastos, não gaste tudo que entra, tenta fazer render.



uma vida crescendo sem pressa


5) Deixe o que sobrou no caixa da empresa


Na conta da empresa, deixe o que sobrou depois que você se pagou. Pode ser que não seja muito, mas você vai precisar de algum dinheiro disponível à mão caso tenha que comprar uma nova leva de materiais para produzir, pagar um frete, pagar alguma taxa... Qualquer coisa que deve - idealmente - sair do bolso da empresa e não do seu.


Ou seja: o dinheiro que entra na empresa - o faturamento - é o dinheiro que paga os custos de existência dessa empresa.


É um erro colocar todo o dinheiro da empresa na sua conta, porque você provavelmente vai encarar isso como seu e vai gastar, depois não vai ter dinheiro pra fazer um novo produto, pra investir em um curso pra melhorar os seus processos.

Sem esse dinheiro em caixa do próprio negócio, você acaba ficando no zero a zero sem poder expandir e melhorar, e aí vira uma bola de neve, porque a limitação fecha algumas portas.


Mas calma, um passo de cada vez. No começo vai ser mais difícil, mas com o tempo você vai pegando o jeito e se entendendo melhor nesse processo.


É importante também fazer uma reserva da empresa, além da reserva pessoal. Imagina de o computador estraga de repente? Sai pra lá pensamento ruim haha


Se você tiver um custo de vida muito alto, pode ser que a reserva demore bem mais tempo pra acontecer, nesse caso, paciência e cautela sempre.


E um bônus do lucro, posso pegar e chamar de meu?


Depende.



É importante lembrar que lucro é só aquilo que sobra depois que todos os custos foram pagos, inclusive o seu salário.







Lucro é diferente de faturamento.

Faturamento é tudo que entra.

(vale lembrar disso quando você ver os gurus dizendo o quanto faturaram, sem mencionar todos os custos que tiveram e o que realmente sobrou, viu?)



Uma sugestão bem legal que o Eduardo Amuri fala no livro Finanças para Autônomos é que você pode pegar uma quantidade dos lucros a cada 3 ou 6 meses e se pagar como bônus. Isso seria um plus ao seu salário mensal fixo.


E se você está aqui acho que vai gostar bastante desse artigo que ensino como organizar as finanças do seu negócio, com uma explicação bastante completa sobre os termos pra você que não entende nada disso ainda. Clica aqui pra ler!


Espero que esse artigo tenha te ajudado e se sim, compartilhe com uma pessoa que você gosta que também empreende e assim a gente aumenta essa rede de gente e negócios conscientes.


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Quem escreveu esse artigo?

Késsile Tanski, sócia fundadora da Direção, comunicadora, empreendedora, criadora de conteúdo, mãe de dois e entusiasta do slowliving :) Buscando a consciência em todas as áreas da vida.

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