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Como humanizar sua marca sem perder a privacidade

A humanização de marca se tornou um tema de grande relevância nos últimos anos, principalmente com a internet sendo o principal canal de comunicação (o que gera um certo distanciamento intermediado por máquinas) e à saturação das pessoas em relação às marcas corporativas. Afinal, pessoas se conectam com pessoas, certo?


No entanto, muitas pessoas interpretaram a humanização como a necessidade de expor cada segundo de suas vidas nas redes sociais, como se estivessem participando de um reality show. Mas isso não é verdade. Neste artigo, vamos discutir de forma sincera como humanizar sua marca de maneira autêntica, sem comprometer sua privacidade.


O que faz uma empresa ser mais humana? Humanizar sua marca é um processo natural ou calculado? É possível humanizar sem compartilhar cada detalhe de sua vida pessoal, como suas refeições diárias ou expor seus filhos na internet?


No decorrer deste texto, vamos aprofundar em cada um dos pontos mencionados anteriormente e explicar o que contribui para uma verdadeira humanização de marca.


Esse assunto nasceu em uma troca que fizemos nos stories da @direcao.cc há mais de 1 ano atrás sobre logotipo ou foto de perfil e qual das duas opções seria a melhor com o objetivo de humanizar uma marca. Cada um tem a sua opinião, mas a partir desses stories, os seguidores maravilhosos me trouxeram percepções e eu desenvolvi alguns pontos. Esse texto é uma reciclagem daquele momento, por isso, obrigada a todos que participaram no brainstorm sobre humanização.


mulher de cabelos compridos, sem maquiagem e de camisa branca olha para frente com uma expressão firme e serena, foto preta e branca
humanizar o que nós mesmos, humanos, fazemos.

O que é humanização de marca:


Essas são as percepções coletadas das belezuras no nosso Instagram sobre o que é humanização de marca:



Humanizar é mostrar seus erros, mostrar que tem uma pessoa por trás da tal página do Instagram 🫠


Sim, existem várias pessoas por trás de uma marca. Vamos mais fundo.


Em primeiro lugar, é essencial compreender que sua empresa não deve ser apenas uma página no Instagram ou em outras redes sociais. Essas plataformas são apenas os canais de comunicação que devem ser utilizados de forma saudável, estabelecendo uma relação autêntica com seu público.


Além disso, todos cometem erros, inclusive empresas. No entanto, nem tudo precisa ser mostrado. Por trás de cada ação bem-sucedida, há muitos testes e tentativas. Compartilhar tanto os acertos quanto as dificuldades do processo cria uma conexão genuína, pois nos identificamos com seres humanos, e seres humanos erram.


É possível compartilhar experiências positivas e também os desafios enfrentados, construindo uma relação sólida com as pessoas. Contudo, é importante encontrar um equilíbrio, manter o tom de voz e ter bom senso - estar o tempo todo reclamando não é o melhor estímulo para gerar no seu público. Uma pitada de humor e leveza quando falar sobre esses assuntos faz toda diferença.


Ser transparente sobre os processos do fazer 🔍


A transparência é uma das características fundamentais da humanização de marca, mas nem sempre está relacionada apenas a aspectos positivos, como doçura, alegria ou amor. Mostrar os processos de produção, como os produtos são feitos, de onde vêm e quem está envolvido nesse caminho é parte essencial da transparência.


Atualmente, os consumidores estão cada vez mais questionadores e conscientes de onde estão investindo seu dinheiro (ainda bem!). Portanto, ter informações sobre a qualidade do produto e conhecer as pessoas envolvidas na produção faz uma grande diferença na hora de tomar decisões de compra.


Transparência não quer dizer doçura, alegria e entrega o tempo todo. Transparência é verdade.

Por exemplo, o movimento Quem Faz Suas Roupas demonstra a importância da transparência ao revelar as histórias das pessoas envolvidas na criação das roupas, estabelecendo uma conexão entre os consumidores e os profissionais que as produzem.


Quem Faz Suas Roupas começou com a Valentina e se expandiu para um manifesto de marca e estímulo à transparência sobre a produção. Inúmeras marcas todos os anos contam histórias sobre as pessoas que cortam, costuram e criam as roupas que você compra, criando uma conexão entre as pessoas envolvidas nesse processo.


Mostre a equipe que faz tudo acontecer do lado de dentro, quem está contigo nesse caminho, mesmo que você empreenda sozinha, ainda existem parcerias que se podem fazer e pessoas para contar. O público gosta e se interessa por esse tipo de conteúdo, então vale a pena fazer, viu?



Se inspire:


Uma marca que está sempre mostrando os bastidores é a Lela Brandão Co que já nasceu fruto de uma comunicação muito horizontal da criadora Lela Brandão com o seu público.


Esse vídeo conta todas as etapas que uma roupa da marca passa até chegar nas mãos do público, mostrando um pouco sobre as pessoas e as condições de trabalho de cada uma delas.


Esse tipo de ação gera muita conexão e confiança pela transparência da marca. Isso é humanização.





Apresente sua equipe de trabalho e mostre a essência 💛


As pessoas são seres sociais por natureza, e conhecer as pessoas por trás da empresa cria uma sensação de proximidade e familiaridade.


Mostre a pluralidade de pensamentos, personalidades e diversidades que compõem sua equipe. Você pode fazer isso através de fotos, vídeos ou entrevistas com os funcionários, permitindo que o público conheça as pessoas que estão dedicadas ao sucesso da marca. Mas esse cuidado deve ir muito além das aparências, tá? É de dentro pra fora.


Além disso, cada empresa tem sua própria essência, sua marca. Ela é representada por seu estilo, personalidade, visual, tom de voz, linguagem, palavras e termos que você usa. Ao utilizar esses elementos de forma consistente em todas as interações com o público, você constrói uma identidade única para sua marca e facilita a conexão emocional com seus clientes.


Compartilhe conteúdo feito pelo seu público e valorize o relacionamento ✨


Mostrar o relacionamento que você cultiva com as pessoas que fazem parte da sua marca é humanizar a sua comunicação. Compartilhe feedbacks positivos, conversas interessantes com seu público, se envolva com a comunidade que se forma através da sua marca. Essa é uma maneira de ter maior participação das pessoas na sua criação de conteúdo, ou seja, engajamento.


Ao envolver e dar voz aos seus clientes, você demonstra que se importa com eles e valoriza suas opiniões. Essa abordagem não apenas humaniza sua marca, mas também fortalece os laços de confiança e lealdade a longo prazo. Entende que as raízes são profundas?


Busque relacionamentos saudáveis e duradouros com seus clientes 🌳


Uma marca humana se preocupa verdadeiramente com seus clientes e busca estabelecer relacionamentos saudáveis e duradouros. Isso significa estar presente quando necessário, oferecer suporte eficiente, resolver problemas de forma ágil e manter uma comunicação constante. Mostre que sua empresa está lá para ajudar e que você se importa genuinamente com a satisfação do cliente.


Aparecer com intenção 🌌


Não é apenas sobre fazer vídeos, aparecer todos os dias só para falar qualquer coisa e bater ponto. Não adianta colocar o rosto nos stories ou fazer vídeos toda hora sem intenções claras, não é um passe de mágica assim.


A presença deve ser intencional, assim como a ausência.

Se você se sente muito travada na hora de fazer um vídeo e demonstra o desconforto não gera a sensação de humanização, mas sim que você está se submetendo àquilo porque é obrigada, de alguma maneira.


Por isso, simplesmente aparecer mais não é a receita perfeita para a humanização de marca. A presença deve ser intencional, assim como a ausência.


Conte histórias autênticas que demonstrem seus valores 🧭


Por fim, contar histórias autênticas é uma maneira poderosa de humanizar sua marca. Compartilhe histórias que demonstrem seus valores, histórias que inspirem e conectem emocionalmente seu público.


Essas histórias podem ser sobre sua origem, sua missão, os desafios que você superou, as causas que você leva no peito e defende, ou até mesmo casos de sucesso de clientes que foram impactados positivamente pelos seus produtos ou serviços. Essas narrativas autênticas ajudam a criar uma identificação com sua marca e a construir uma imagem humana e confiável (frase de robô, rs!).


mil maneiras de humanizar uma marca 🌱


Cuidado para não confundir humanização de marca com fusão de pessoa física.


É comum acontecer a fusão de pessoa física com jurídica - contas misturadas, despersonalização, trabalho é toda hora e já não existem hobbies. Essa mistura gera uma confusão, se passando pela ideia de humanização. Ora, se eu estiver aqui o tempo todo e mostrar tudo que faço, é impossível que não seja humanizado...


Bom, mais uma vez, vamos mais fundo.


Certamente se você tem uma empresa, você tem um CNPJ. A sua empresa é um CNPJ, de forma prática, além de todas as boas intenções.


O atendimento é uma das funções de uma empresa, mesmo que você faça isso e as outras funções sozinho. Conversar no direct e acompanhar uma venda são ações de atendimento ao cliente, sabia? E é uma das principais formas de humanizar a marca.


De fato, é muito mais interessante conversar com uma pessoa que demonstra sentimentos, que está atenta à sua fala e te recebe com naturalidade. O atendimento pode ser seco e duro ou naturalizado como se fosse uma conversa. Em tempos de Inteligência Artificial, acolher o cliente com empatia e profissionalismo quase deixa de ser um diferencial - os robôs estão fazendo melhor do que muitos humanos nesse sentido.


É válido lembrar dessa distinção entre vida pessoal e trabalho, apesar das semelhanças, são situações bem diferentes.


Uma linha tênue, onde facilmente podemos nos confundir com nossos negócios...

É um terreno perigoso achar que você é o seu negócio e isso pode ser bem difícil de identificar. Para quem trabalha em casa, que tem equipe pequena e se tiver filhos, os horários são fluidos e variáveis… Nesse caso, é importante se atentar a:

Coisas que você faz porque você é você, fora da empresa e fora do seu horário de trabalho: hobbies, gostos pessoais, estudos que você faz para o seu autodesenvolvimento, projetos pessoais.

Coisas que você faz para ser um profissional melhor: cursos, estudos, formações, projetos profissionais, parcerias, aprimoramento.

Embora as coisas se misturem um pouco (imagina que você começa a meditar e se sente mais centrada e consegue ser uma profissional melhor dentro do seu negócio 🧘) ainda sim são coisas diferentes e é importante fazer essa separação porque senão você coloca toda a sua expectativa de autorrealização no seu negócio e esquece que é só uma parte da sua vida e não a totalidade.


Essa compreensão ajuda a ter uma humanização saudável e equilibrada, sem cair na doação infinita para os outros, ultrapassando os próprios limites como acontece facilmente em pequenos negócios conscientes!


Revisando tudo:


Humanização de marca sem perder a privacidade envolve:

- O tom de voz que você usa para se comunicar: palavras e termos que você usa

- Como você fecha uma venda: comunicação tranquila e assertiva

- Como você entrega o produto: embalagem, entrega e unboxing - Como você entrega o serviço: experiência, organização e gestão de tempo

- Como é feito esse produto e quem está por trás dessa produção

- As relações em equipe, como você trata quem trabalha com você

- Quais são os limites que você estabelece entre VOCÊ e o seu trabalho

- Definir horários específicos para trabalhar e atender os clientes com presença nesse período


Porque tem que ser humanizado por dentro também, não só pros outros, concorda?


A humanização é um pilar de empresas conscientes que se manifesta em todos os processos da empresa.

É mais sobre você colocar pessoalidade e personalidade na comunicação do que expor intimidades da sua vida.


conexão entre duas pessoas


Gostou desse texto? 💛 Uhu, conta pra gente! Compartilhe com alguém que também quer humanizar sem perder o controle e o equilíbrio da sua comunicação.


Conheça nosso canal no YouTube e acesse mais conteúdos sobre o universo das marcas conscientes.


Com carinho,

Késsile Tanski.




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