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Como perder o bloqueio na hora de falar o preço com o cliente

Você está ali conversando com uma pessoa interessada no seu trabalho, mas na hora de falar o preço dá um nervoso? Vontade de falar logo e sair correndo, fica enrolando e só fala quando a pessoa te pergunta ou se atrapalha e expressa insegurança nesse momento?


Dá para resolver isso, respira e vem comigo! Vamos falar sobre dinheiro de forma profissional.




Bloqueio na hora de falar o preço... como lidar?

Há anos atrás, eu era essa pessoa que largava o preço e saía correndo ou então me sentia toda na corda bamba na hora de dizer, enrolando, enrolando...

Mas saiba que não falar é pior.


Todo o mundo precisa de dinheiro para viver nesse mundo e se você não é um herdeiro de ninguém, precisa trabalhar para comer, pagar escola das crianças, aluguel, boletos e coisas da vida.


Além do mais, é o seu trabalho. Não é um presente, nem um favor, você está oferecendo uma solução para um problema - pode ser uma terapia ou um sapato novo. É uma solução, ok?

Falar de dinheiro com sinceridade e clareza gera uma sensação de respeito e confiança. Você mostra que confia no que faz, que sabe o potencial do que oferece. Não temos nada para esconder, precisamos de dinheiro sim, é uma troca necessária pelo serviço, pelo produto, ponto.



O perigo de não falar o preço

Se você oferece tudo de graça e nunca fala sobre preço, pode ser que um dia você queira falar e como as pessoas estão acostumadas a receber tudo de graça, provavelmente não queiram pagar. Ou pior, talvez elas nem queiram ouvir e estranhem.


É melhor se acostumar a deixar muito claro para qualquer um que você tem um negócio.


Não é um hobbie, é o que te sustenta (ou que você quer que sustente), e por isso você recebe em troca de algo que oferece. Não tem nada demais nisso!


A nossa trava com o dinheiro é bem mais profunda. Não é porque você não acredita no seu trabalho, mas sim porque você não quer parecer "interesseira", tô errada? Ou porque você não se considera merecedora de ser bem paga pelo seu trabalho.


Comece a entender o dinheiro como um fator de troca, algo comum e simples, algo rotineiro. Comece a conversar sobre dinheiro com pessoas que você confia.



duas pessoas sentadas em uma mesa tomando café


Converse sobre dinheiro


Uma das coisas mais potentes que me ajudou muito a mudar a minha relação com o dinheiro, sair daquele ponto de sentir vergonha de falar sobre preços, foi conversar com meus amigos sobre dinheiro.


Eu me lembro de uma noite, anos atrás, que eles vieram na nossa casa pra jantar e eu falei algo do tipo:


"gente, tô querendo evoluir a minha relação com o dinheiro, vamos conversar sobre?"

O engraçado é que depois que desbloqueou o assunto, até hoje é muito gostoso conversar sobre dinheiro, futuro e sonhos com os meus amigos. Mas não só com eles, eu comecei a me sentir mais à vontade no assunto e puxei essa conversa com a minha mãe, minha avó e várias outras pessoas do meu convívio.


Quanto mais eu falei sobre, mais natural ficou e quanto mais natural fica dentro de mim, mais fácil é conseguir trazer essa naturalidade para dentro do negócio.


Converse sobre quanto cada um recebe, quais e quanto são os custos básicos, quais são as projeções que vocês têm para o futuro, quanto cobram no trabalho... Abertamente! É importante lembrar que você só vai conseguir fazer isso com alguém que confie, que não vá te julgar.



Se for caro ninguém vai comprar. Será?


Caro é uma coisa bem relativa, mesmo! O que é caro para alguns, não vale nada para outros. Depende das prioridades e dos interesses.


Além do mais existe muito forte a cultura de valorização pelo que custa mais. O que é gratuito ou muito barato acaba não sendo tão valorizado - por nós mesmos, começa a perceber isso em você também! - e o que "pesa" mais no bolso, dedicamos mais atenção.


Essa valorização também é muito forte em como as pessoas te percebem. Mais um exemplo pra simplificar: quando eu ofereci serviço de marketing de forma autônoma para a primeira empresa, eu já estava quebrando barreiras pessoais de ir até os proprietários e propor algo. Quando eles aceitaram e disseram "quanto?" eu simplesmente congelei. Falei que ia pensar direitinho e dizia depois.


Resultado: a proposta era um site completo e eu cobrei R$ 400,00. Juro. Aquele site valia R$ 5.000,00 fácil, mas pela minha insegurança eu não consegui colocar aquele preço, mesmo sabendo que valeria e que eu era capaz de fazer.


Precificação é uma coisa relativa, você precisa avaliar bem o que você está vendendo, para quem, quais são os seus custos e em qual contexto, para aí então decidir o número final.


Eu sugiro fortemente que você leia esse artigo (no link abaixo) onde falo sobre precificação, conteúdo que foi uma collab com a Lai Santiago, minha amiga e consultora financeira.






A insegurança nos faz perder dinheiro e respeito. Lembre disso.

Preço x Troca espontânea x Várias opções de valores

Se você quiser fazer esse estilo de 3 valores (acessível, ideal e abundante) ou então deixar livre para quem contribua com quem pode, eu sugiro que você dê um norte.

Não deixe tão livre assim, porque é até mesmo intimidante tomar algum tipo de atitude para quem vê uma oferta em branco. E se a pessoa puder pagar mais mas não souber qual é o mínimo? Sem uma direção fica difícil.


Entenda, muitas opções geram paralisia e não ação. É melhor você oferecer uma base, dizer que o preço é x e que pode negociar. Assim é mais funcional.

Outra saída se você quiser fazer dessa forma: Se o ideal para você é 200,00, diga isso. O preço normal do meu serviço é X, mas agora você vai deixar disponível para você como pagar o quanto pode e quer.


Seja claro, seja franco.


Transparência é gentileza. - Brené Brown

Porém, atenção... Pode não funcionar!


Nem todos os tipos de negócios podem se adaptar à proposta dos 3 preços e depois de estudar bastante, eu sinceramente não gosto dessa opção.


Por exemplo, se você vende um produto e tem custo x para a fabricação, o preço mínimo, que seria o acessível, já tem que cobrir os custos, senão você está pagando para trabalhar e isso não é justo. Ou seja, o abundante seria bem além de um preço realmente justo e bem calculado.


Esse texto te ajudou? Me conta! Vou adorar saber :)

Aproveita e compartilha com alguém que precisa começar a conversar sobre dinheiro.

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Quem escreveu esse artigo?

Késsile Tanski, sócia-fundadora da Direção, comunicadora, designer e consultora de negócios conscientes. Também é praticante de slowliving :) Buscando a consciência em todos os cantos da vida.

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